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segunda-feira, 24 de maio de 2010

UMA FAMÍLIA, DOIS SONHOS… Projeto Arquitetonico de Residencia Multifamiliar

Duas residencias em um mesmo terreno.


Um fato muito comum na região amazônica é a multiplicação dentro da família. Os pais geram seus filhos, que quando crescem, casam-se e tem os seus filhos, a segunda geração. E qual é a diferença em relação às outras regiões do Brasil? É que nesta região ainda encontramos terra disponível dentro dos imóveis para produzir também a habitação da nova família.

Vista Frontal - mostrando as duas residencias, projetadas para o mesmo imóvel.



O projeto em questão apresenta exatamente uma situação dessas: D. Olinda e Sr. Timóteo geraram Everaldo, que casou com Bruna. Dessa união nasceram Brendha e Bianca. Agora eles vão morar em casas separadas, mas dentro do mesmo lote.



Corte.


D. Olinda, hoje viúva, precisava de um local digno para morar com sua filha e dois netos. Essa casa precisaria ter sala de estar, três quartos – um com banheiro, banheiro social, cozinha ampla – para receber os outros filhos e famílias para o almoço do domingo, lavanderia e uma pequena varanda.


Planta Baixa - Residencia D. Olinda.


Detalhe 1: Quarto da filha - com banheiro, banheiro social e quarto dos netos.




Detalhe 2: Cozinha e lavanderia.



Na outra edificação, a família de Everaldo precisava de ambiente de estar, cozinha conjugada com lavanderia, um quarto para o casal e outro para as filhas e o banheiro de uso comum.

Planta Baixa - Residencia Everaldo e Bruna.

Detalhe 3 - Casa de Everaldo e Bruna, cozinha e estar.

Alguns fatores nortearam este projeto, além das necessidades apresentadas pelos clientes:

• O tamanho do terreno,
• As exigências do plano diretor – que nesta região exigia que a ocupação não ultrapassasse 50% do lote,
• A declividade natural do terreno e
• A necessidade de privacidade para as duas famílias – elas precisariam conviver sem limitar seus próprios direitos.

O resultado deste trabalho constitui-se em um conjunto harmônico de duas edificações de padrão médio, com espaço para suas necessidades e uma área livre que garante a drenagem natural.

De tudo, o que sentimos falta no final foi da presença do Sr Timóteo, para ajudar a executar esse sonho e, sobretudo, usufruir dele. Saudades eternas, meu sogro!

Outros projetos:

Ana Cunha Araújo

sábado, 2 de maio de 2009

EVOLUÇÃO URBANA DO ACRE

Os primeiros agrupamentos humanos formam-se a partir do seringal - que constitui um núcleo, no interior da floresta, formando assim a primeira unidade econômico-social da Amazônia.

O local da sede era escolhido em região de terra firme e elevada, localizada junto a um rio principal. A proximidade ao rio deve-se ao fato do mesmo representar o único meio de comunicação e transporte.



Localização da sede, próxima a um rio e a distribuição das estradas que levavam até as colocações - Croqui elaborado por Euclides da Cunha em 1905(Fonte: RANCY, 1992)


Embora a localização do barracão fosse sempre próxima ao rio, as colocações se distribuíam à partir daí, bastante espaçadas uma das outras, em direção ao interior da floresta.

O Acre não obteve força econômica para superar a crise iniciada pós 1912, causada pela supremacia da Ásia com relação a produção da borracha. O crescimento que vinha acontecendo nas cidades, foi interrompido e esta situação marcou a região em sucessivas décadas.

Seringal Andirá na margem esquerda do rio Acre - (Fonte: FALCÃO, 1985.)


Ana Cunha Araújo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EVOLUÇÃO URBANA DA AMAZÔNIA

A ocupação da região amazônica teve início em 1540.

O ciclo da borracha teve o seu núcleo nesta região, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, dando grande impulso à cidade de Manaus - até hoje maior centro e capital do Estado do Amazonas.

O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 a 1945. O desenvolvimento da urbanização teve início realmente na segunda metade do século XIX, com essa economia.

O comércio da borracha definiu o surgimento de novas aglomerações e o desenvolvimento inicial da forma urbana. A hierarquia destas aglomerações era o reflexo da hierarquia imposta pelo comércio da borracha.

Com a queda das exportações da borracha, em 1912, a rede urbana na Amazônia se desestruturou, e muitas cidades se esvaziaram.

Por outro lado, a estagnação econômica promoveu o aparecimento de novas aglomerações a partir do êxodo rural das unidades produtoras de borracha.

A partir de 1960, intensificou-se a ocupação urbana. A política de desenvolvimento da região gerou um processo intenso de ocupação - o crescimento urbano deu lugar à urbanização regional.


Evolução da população por unidade de federação da Amazônia Legal.


Evolução da população total nos municípios das capitais amazônicas.


Ana Cunha Araújo

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