Mostrando postagens com marcador Ana M. C. Cunha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ana M. C. Cunha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

LOJA GOSPEL

Cada demanda por projeto é uma conquista e uma oportunidade de crescimento.

Neste caso, o ponto focal do trabalho consistia em resolver questões totalmentes distintas: criar um espaço para produtos evangélicos e outro interligado, para roupas íntimas.


Corte perspectivado mostrando interior da loja gospel




Ana Cunha Araújo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

UMA FAMÍLIA, DOIS SONHOS… Projeto Arquitetonico de Residencia Multifamiliar

Duas residencias em um mesmo terreno.


Um fato muito comum na região amazônica é a multiplicação dentro da família. Os pais geram seus filhos, que quando crescem, casam-se e tem os seus filhos, a segunda geração. E qual é a diferença em relação às outras regiões do Brasil? É que nesta região ainda encontramos terra disponível dentro dos imóveis para produzir também a habitação da nova família.

Vista Frontal - mostrando as duas residencias, projetadas para o mesmo imóvel.



O projeto em questão apresenta exatamente uma situação dessas: D. Olinda e Sr. Timóteo geraram Everaldo, que casou com Bruna. Dessa união nasceram Brendha e Bianca. Agora eles vão morar em casas separadas, mas dentro do mesmo lote.



Corte.


D. Olinda, hoje viúva, precisava de um local digno para morar com sua filha e dois netos. Essa casa precisaria ter sala de estar, três quartos – um com banheiro, banheiro social, cozinha ampla – para receber os outros filhos e famílias para o almoço do domingo, lavanderia e uma pequena varanda.


Planta Baixa - Residencia D. Olinda.


Detalhe 1: Quarto da filha - com banheiro, banheiro social e quarto dos netos.




Detalhe 2: Cozinha e lavanderia.



Na outra edificação, a família de Everaldo precisava de ambiente de estar, cozinha conjugada com lavanderia, um quarto para o casal e outro para as filhas e o banheiro de uso comum.

Planta Baixa - Residencia Everaldo e Bruna.

Detalhe 3 - Casa de Everaldo e Bruna, cozinha e estar.

Alguns fatores nortearam este projeto, além das necessidades apresentadas pelos clientes:

• O tamanho do terreno,
• As exigências do plano diretor – que nesta região exigia que a ocupação não ultrapassasse 50% do lote,
• A declividade natural do terreno e
• A necessidade de privacidade para as duas famílias – elas precisariam conviver sem limitar seus próprios direitos.

O resultado deste trabalho constitui-se em um conjunto harmônico de duas edificações de padrão médio, com espaço para suas necessidades e uma área livre que garante a drenagem natural.

De tudo, o que sentimos falta no final foi da presença do Sr Timóteo, para ajudar a executar esse sonho e, sobretudo, usufruir dele. Saudades eternas, meu sogro!

Outros projetos:

Ana Cunha Araújo

terça-feira, 20 de abril de 2010

ALEGRIA COM LIBERDADE - Projeto Arquitetonico de Residencia Unifamiliar

Vista superior - Fachada Principal
Projeto: Ana Cunha Araújo

Este deve ser o lema para um casal apaixonado pela natureza e preocupado com a sustentabilidade, que decidiu partir para o projeto de sua residência.

Em um tempo em que se preza pelo verde e ainda pela qualidade de vida, o casal de clientes pretendia ter uma casa que fosse também um refúgio para sua família, parentes distantes e amigos.

O programa da casa inclui além dos ambientes internos - suíte do casal, quartos para os filhos, escritório, sala de estar e cozinha – e ambientes externos como lavanderia, lavabo, oficina, canil – carinhosamente chamado pelo proprietário por “apartamentos dos cães”. Por fim, o espaço mais privilegiado e certamente o que será mais utilizado por todos: a área de lazer – com área coberta onde abriga uma churrasqueira, deck, pergolado e a tão esperada piscina.


Planta Baixa



Vista da Área de Lazer


ALGUMAS PECULIARIDADES:
O casal apaixonado por natureza queria que a ocupação do terreno deixasse uma área considerável disponível para o deleite com a natureza – uma vez edificada, a intenção é ter espaço para o plantio de alguma vegetação além de folga para a prática de vôlei com os amigos.


Vista Aérea - mostrando área disponível no terreno.

O banheiro do casal deveria garantir a privacidade dos dois, ao mesmo tempo em que, da banheira fosse possível ter uma boa visão do exterior da casa.

Fachada Lateral - mostrando janelas do banheiro voltadas para área livre.


Os aparelhos de ar-condicionado – existentes nos quartos e escritório – deveriam ser camuflados.


Detalhe de elemento que camufla os condicionadores de ar.


O lavabo deveria estar em posição estratégica, próximo à área de lazer, lavanderia e oficina.

Pormenor da Planta Baixa - mostrando Lavabo e acesso lateral para Área de Lazer.


Os amigos deveriam ter acesso à área de lazer sem ter que obrigatoriamente passar por dentro da casa.


A casa será toda contornada com deck produzido com pranchas de madeira, sendo que na área de lazer ele será a moldura da piscina e abrigará um pergolado – criando espaço agradável para relaxar e tomar sol.

www.youtube.com/watch?v=ZZ2T8jAUm5Y






Ana Cunha Araújo

terça-feira, 16 de março de 2010

PEQUENOS GRANDES ESPAÇOS

Figura 01 - Vista Superior. Fonte: Ana Cunha Araújo

Vivemos um tempo no qual as famílias estao ficando cada vez menores e optando por habitar em espacos mais e mais reduzidos. Mas isso nao precisa significar perda da qualidade de vida.

Planta Baixa

O projeto Casa Sophia é uma residencia integrada em um condomínio horizontal. Inicialmente, o programa desta habitação era composto por sala de estar, quarto, cozinha e banheiro, sendo que estes últimos não contavam com abertura para ventilação.

Figura 02 - Vista da bancada que divide sala de jantar da cozinha

Depois de resolvida a demanda da cozinha e do banheiro - no que diz respeito a abertura de janelas e criação de área de serviço, a necessidade da família era de que também fosse criado dentro desse universo, um segundo quarto - para uma criança.

Quarto de menina - Projeto: Ana Cunha Araújo

Quarto de menina. Fonte: Auriene Cardozo

Uma das exigências apresentadas pelos clientes era que este novo ambiente fosse integrado ao quarto de adultos, pois desta forma o cuidado com a filha seria mais tranquilo.

Corte esquemático

O zêlo da profissional foi no sentido de atender ao novo programa e ainda proporcionar ventilacao cruzada - garantida pelas janelas dos quartos e sala, somadas ao poço de ventilação aberto em parte do que antes era a cozinha.

A Casa Sophia, além de ter sido um desafio vencido pela arquiteta, superou as expectativas dos moradores e agradou muito a vizinhanca.

www.youtube.com/watch?v=9jL_5b00Wmk



http://http//www.youtube.com/watch?v=9jL_5b00Wmk

Ana Cunha Araújo

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A CIDADE BURGUESA DO CAPITALISMO

A Revolução Industrial aconteceu em um tempo em que o neoclassicismo predominava nas artes, entre os anos de 1760 e 1830. A arquitetura deste período representa um rompimento da arte com a tecnologia, onde a prática construtiva se desloca da arquitetura para a engenharia – a técnica se sobrepõe à arte.

Cidade burguesa capitalismoO trabalho infantil era comum nas indústrias nesta era.


O aspecto mais aparente da Revolução Industrial aconteceu especialmente nas cidades, com a construção das fábricas – grandes galpões que resguardavam máquinas e operários empregados na produção de mercadorias. Essas fábricas atraíram trabalhadores das áreas rurais para as cidades.

Com o avanço tecnológico, a cada dia o trabalho humano foi sendo substituído pela máquina. A comunicação entre as cidades e os países foi agilizada pela invenção da máquina à vapor em 1807 e da locomotiva, em 1825.

Esse foi um tempo em que as cidades cresceram explosivamente, passando à ser o centro de produção e se dividindo em diferentes zonas, caracterizadas por atividades funcionais predominantes.

Em relação à sociedade percebe-se o surgimento de dois grupos distintos, o grupo dos trabalhadores, que habitavam nas periferias e o dos proprietários dos meios de produção, que residiam nos bairros residenciais.

O industrialismo já existia antes da Revolução Industrial, mas a urbanização foi incrementada pela fábrica. E como conseqüência, começam à surgir os problemas urbanos, preocupando os governos e levando à criação das primeiras leis urbanísticas.

Com a Revolução Industrial surge o Urbanismo Moderno, que inicia com as teorias de: Arturo Soria y Mata – 1882, Camilo Sitte – 1889, Ebenezer Howard – 1898, Tony Garnier – 1901 e Patrick Geddes – 1915.


ARTURO SORIA Y MATA

Defendeu a idéia de que a procedência dos males da época era a forma das cidades. Ele propôs a Cidade Linear, com uma só via de 500 m de largura e o comprimento que fosse necessário. Ao centro dessa imensa rua haveria toda a infraestrutura necessária para a cidade.

Ele defendeu os seguintes princípios urbanísticos:
* Do problema da locomoção derivam-se todos os demais da urbanização.
* A forma das cidades é o resultado fatal da estrutura da sociedade que as ocupa.
* Onde não vive uma árvore tampouco pode viver um ser humano.

Os argumentos que ele utilizava para condenar a Cidade Circular eram os seguintes:
* Os terrenos centrais iriam ser muito caros, pela procura que iria ser maior que a oferta.
* Haveria congestionamento no centro da cidade.
* Aconteceria marginalização da população que habitasse a periferia.

A seu ver, na Cidade Linear tais inconvenientes não se verificam porque:
* Quando acontecesse o crescimento da cidade, a avenida central poderia se alongar indefinidamente.
* A área central sendo ilimitada manteria o equilíbrio da oferta e procura dos terrenos, impedindo a especulação imobiliária.


CAMILO SITTE

Preocupava-se com a supressão da vida cívica e das formas artísticas das cidades. Ele estudou a função e distribuição das praças públicas, a fim de que voltassem a ser um Centro Cívico urbano.

Ele não um planejador e sim um esteta urbano, que via o Plano da Cidade como uma obra de arte, devendo dar um efeito artístico. Sua definição de tipo urbano ideal era o de ruas tortuosas e estreitas, com casas de alturas desiguais e praças enclausuradas.


EBENEZER HOWARD - jornalista, pré-urbanista

Para ele a especulação imobiliária seria eliminada se a terra pertencesse à comunidade ou ao município. Sua visão de cidade ideal era uma tentativa de resolver os problemas de insalubridade, pobreza e poluição.

O seu modelo, Cidade Jardim, apresentava praça circular central com ruas concêntricas e radiais a ela. Outra característica é que a cada anel de casas seguia outro ocupado por jardins, garantindo que a natureza estivesse sempre presente na cidade.

EBENEZER HOWARD - Cidade Jardim

Ele confiava que a união da cidade com o campo era uma forma de garantir uma combinação com todas as vantagens de uma vida urbana cheia de oportunidades e entretenimento.


TONY GARNIER - Arquiteto e Urbanista

Projetou entre 1901 e 1904 uma Cidade Industrial, com características lineares e que compreendia duas grandes áreas, separadas por uma Zona Verde, a residencial e a Industrial.

TONY GARNIER - Cidade Industrial
Planta da cidade industrial

1- Cidade Antiga
2- Estação Central
3- Bairros residenciais
4- Centro
5- Escolas primárias
6- Escolas profissional
7- Hospital
8- Estação
9- Zona industrial
10- Estação industrial
11- Cemitério
12- Matadouro


PATRICK GEDDES - biólogo e filósofo, conhecido por seu pensamento inovador no campo de Planejamento Urbano

Para ele o trabalhado estaria em situações diferentes, de acordo com a ordem em que se encontrasse:

* Ordem Paleotécnica – O trabalhador não tem tido uma casa adequada, nem decente.
* Ordem Neotécnica – Ele construirá sua vivenda e se porá a planejar a cidade, … semelhante ou superior às glórias passadas.


URBANISMO RACIONALISTA

Surgiu depois do Urbanismo Moderno. É onde o urbanista Le Corbusier, por ser fascinado pela cidade grande, com prédios altos, vai defender as grandes densidades demográficas. Sua cidade é segregacionista.

Postulados Fundamentais:
* Descongestionar o centro das cidades.
* Acrescer a densidade do centro para realizar o contato exigido pelos negócios.
* Aumentar os meios de circulação.
* Ampliar a quantidade de superficies plantadas.


Ana Cunha Araújo

Saiba mais:

sábado, 2 de maio de 2009

EVOLUÇÃO URBANA DO ACRE

Os primeiros agrupamentos humanos formam-se a partir do seringal - que constitui um núcleo, no interior da floresta, formando assim a primeira unidade econômico-social da Amazônia.

O local da sede era escolhido em região de terra firme e elevada, localizada junto a um rio principal. A proximidade ao rio deve-se ao fato do mesmo representar o único meio de comunicação e transporte.



Localização da sede, próxima a um rio e a distribuição das estradas que levavam até as colocações - Croqui elaborado por Euclides da Cunha em 1905(Fonte: RANCY, 1992)


Embora a localização do barracão fosse sempre próxima ao rio, as colocações se distribuíam à partir daí, bastante espaçadas uma das outras, em direção ao interior da floresta.

O Acre não obteve força econômica para superar a crise iniciada pós 1912, causada pela supremacia da Ásia com relação a produção da borracha. O crescimento que vinha acontecendo nas cidades, foi interrompido e esta situação marcou a região em sucessivas décadas.

Seringal Andirá na margem esquerda do rio Acre - (Fonte: FALCÃO, 1985.)


Ana Cunha Araújo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EVOLUÇÃO URBANA DA AMAZÔNIA

A ocupação da região amazônica teve início em 1540.

O ciclo da borracha teve o seu núcleo nesta região, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, dando grande impulso à cidade de Manaus - até hoje maior centro e capital do Estado do Amazonas.

O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 a 1945. O desenvolvimento da urbanização teve início realmente na segunda metade do século XIX, com essa economia.

O comércio da borracha definiu o surgimento de novas aglomerações e o desenvolvimento inicial da forma urbana. A hierarquia destas aglomerações era o reflexo da hierarquia imposta pelo comércio da borracha.

Com a queda das exportações da borracha, em 1912, a rede urbana na Amazônia se desestruturou, e muitas cidades se esvaziaram.

Por outro lado, a estagnação econômica promoveu o aparecimento de novas aglomerações a partir do êxodo rural das unidades produtoras de borracha.

A partir de 1960, intensificou-se a ocupação urbana. A política de desenvolvimento da região gerou um processo intenso de ocupação - o crescimento urbano deu lugar à urbanização regional.


Evolução da população por unidade de federação da Amazônia Legal.


Evolução da população total nos municípios das capitais amazônicas.


Ana Cunha Araújo

Saiba mais:

sexta-feira, 24 de abril de 2009

EVOLUÇÃO URBANA NO BRASIL - 2

CICLO DA INDUSTRIALIZAÇÃO

Durante a 1a Grande Guerra – 1914 a 1918 – desenvolve-se no Brasil uma pequena indústria de substituição de bens importados, embora até 1930 as condições socioeconômicas do Brasil não favorecessem a industrialização.

O período entre 1930 e 1945, construiu boa parte dos alicerces do Brasil de hoje. Foi nessa fase que Getúlio Vargas modernizou as relações de trabalho, com implementação do salário mínimo e da legislação trabalhista que vigorou até o fim do século.

Já o período JK, vem ser a síntese das características da elite brasileira, que se voltou para o mundo e contribuiu para a construção de uma nação aberta às influências estrangeiras.

Nas quatro primeiras décadas deste século, os imigrantes contribuíram com 10% do aumento populacional.


A chegada de estrangeiros em São Paulo, no início do século estimulou a industrialização.

Com a Revolução de 30, a indústria pôde se desenvolver – e esse passou a ser o marco zero da nossa revolução industrial. A partir desse período, em termos de predomínio político e econômico, a cidade derrotou o campo – acentuou-se a urbanização do país.


Companhia Siderúrgica Nacional - na base da 1ª Revolução Industrial.

A correlação entre industrialização e urbanização gerou um aumento demográfico superior nas regiões mais industrializadas em relação às demais regiões. Essa característica acentuou-se ainda mais depois da 2a Grande Guerra, quando a industrialização adquiriu novo impulso.

A rigor, o planejamento urbano começou no Brasil com o plano de Brasília - o primeiro plano urbanístico elaborado em bases científicas.

Após Brasília, surgiram no país muitos escritórios especializados em planejamento regional e urbano.

Ana Cunha Araújo


Saiba mais:

quarta-feira, 4 de março de 2009

A CIDADE NA HISTÓRIA ANTIGA

Neste período histórico, a localização de determinada cidade estava ligada às condições naturais, sendo que as primeiras civilizações desenvolveram-se nos vales dos rios, por conta da fertilidade do solo e a facilidade de irrigação e de transportes. O rio é o componente unificador dos primitivos Estados.

Os agrupamentos tiveram que desenvolver técnicas para conter as cheias e realizar práticas de irrigação.

A cidade tida como a mais antiga que se tem história é Ombos, no Egito, de 4000 a.C. Outras civilizações antigas interessantes são Harapá e Moenjo-Daro, no Paquistão, que foram construídas com o traçado viário no sistema de tabuleiro de xadrez ou ortogonal e tinham suas casas voltadas para o interior das quadras.


Saiba mais:

A CIDADE - Síntese da evolução urbana

POVOS E CIDADES DA GRÉCIA


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERRARI, CÉLSON Curso de planejamento municipal integrado - URBANISMO. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 2ª edição, 1979, 631 p.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A CIDADE NA PRE-HISTÓRIA

A Pré-história dividiu-se em Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.

Cidade na pre-historia

No Paleolítico o homem buscava locais fixos para usar como abrigo, encontrando na caverna um lugar onde se podia segurança. Já no Mesolítico inicia-se a domesticação dos animais e a reprodução de vegetais comestíveis por meio de mudas, gerando uma condição necessária para o aparecimento das cidades. Nesses dois primeiros períodos a economia baseava-se na caça, pesca e coleta de alimentos. Os homens fabricavam seus instrumentos de pedra lascada e ossos.

No Neolítico as povoações apresentavam poucos habitantes e o número de casas variava entre dezesseis e trinta. O grupo médio nesta época tinha em média 200 a 400 membros.

Este foi um período onde duas revoluções importantes aconteceram:
* A Revolução Agrícola, que se constituiu no tempo em que o homem começou a irrigar e arar a terra, selecionar sementes para plantar e também passou a conhecer estações do ano. Por causa dessa revolução o homem passa a permanecer mais tempo no mesmo lugar, embora o aglomerado pré-urbano ainda continue a mudar de sítio.
* A Revolução Urbana, que é quando passar a existir a divisão entre a agricultura e o pastoreio. É nesse período histórico que surgem os postos de troca, que levarão às aglomerações de pessoas.

A aglomeração passa a ser uma técnica de dominação, que dá à produção um aparelhamento, através da divisão e especialização do trabalho, além de serem o tipo de organização social que mais se aproximaram das primeiras cidades.

Até esse momento não havia a cidade, existiam apenas aldeias rurais que mudavam de lugar pelo cansaço do solo. Alguns historiadores consideram o surgimento da cidade como sendo o fator que dividiu a História da Pré-história.

Muitos consideram o cemitério, local ocupado por mortos, como sendo o lugar que deu origem às primeiras formas de moradias fixas, uma vez que algumas pessoas decidiam não mais se deslocarem para não terem que ficar longe de seus parentes que haviam sido enterrados naqueles lugares. Por isso, os sítios escolhidos para as primeiras aglomerações permanentes não resultavam apenas de características naturais, mas também do fato de serem tidos como lugares sagrados.

Saiba mais:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERRARI, CÉLSON Curso de planejamento municipal integrado - URBANISMO. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 2ª edição, 1979, 631 p.

Ana Cunha Araújo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A CIDADE - Síntese da evolução urbana

A cidade é como uma obra de arte sem precisão, de vários sentidos. Cada pessoa tem uma leitura, que vai alterar de acordo com seus valores, padrão econômico e social.

O estudo de cidades tem por finalidade:
* Promover a leitura e entendimento da cidade atual.
* Levar a uma compreensão do processo de urbanização.
* Prover subsídios para o planejamento de novas cidades, ou à renovação urbana.
* Apresentar informações sobre a evolução das principais teorias urbanas.

Segundo Célson Ferrari, “a cidade é um fato histórico, geográfico e, acima de tudo social” (1). Por isso, para compreendermos o que se passa com a cidade dos dias atuais necessitamos voltar ao passado para entender como as cidades se organizavam.


Saiba mais:




(1) - FERRARI, 1979, p 208.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERRARI, CÉLSON Curso de planejamento municipal integrado - URBANISMO. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 2ª edição, 1979, 631 p.


Ana Cunha Araújo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CIDADES E EDIFÍCIOS COMO REPRESENTAÇÃO DE ORDENS SOCIAIS E SISTEMAS IDEOLÓGICOS

Quando refletimos sobre “cidades e edifícios como representação de ordens sociais e sistemas ideológicos”, somos levados a uma série de questionamentos que, começam a ter respostas se primeiro compreendermos cada parte desta temática.



1. CIDADE
Nome dado à povoação que é a sede do município.

Sobre o surgimento da cidade, Mumford, citado por Bernardi (1) assegura que “antes da cidade, houve a pequena povoação, o santuário e a aldeia; antes da aldeia, o acampamento, o esconderijo, a caverna, o montão de pedras; e antes de tudo isso, houve certa disposição para a vida social que o homem compartilha, evidentemente, com diversas outras espécies animais”.

A cidade inicia no homem, na sua relação social.


2. EDIFÍCIO
Construção que serve de abrigo, moradia, etc.; casa, edifício, prédio.

A edificação expressa uma informação pelo tipo de uso que é dado para ela, pelo seu formato e até por suas cores.

De Botton alega que “quando as construções nos falam algo, elas também o fazem usando citações – isto é, despertando lembranças e fazendo referências aos contextos os quais vimos anteriormente seus equivalentes ou modelos. Elas comunicam por meio de associações (...).” (2)


3. REPRESENTAÇÃO
Ato de representar. Coisa que representa. Reprodução do que se tem na idéia.


4. ORDENS SOCIAIS
Conjunto de princípios que satisfazem à mútua dependência dos seres sociais. Trata a questão da hierarquia, dos valores, de mando e comando.


5. SISTEMAS IDEOLÓGICOS
Sistemas de idéias, convicções políticas.


Desta forma, a fim de facilitar o entendimento, poderíamos parafrasear o tema com a seguinte frase: “Os povoados e as construções como reprodução da hierarquia das convicções políticas”.

A obra de arquitetura, desde uma simples edificação até grandes complexos e cidades inteiras representa uma expressão da ação do homem, inventando formas e símbolos que passarão de geração a geração.

A produção arquitetônica nunca parou, desde a pré-história que os homens são acompanhados pelas construções, pela necessidade de habitar, de se proteger. Mas o que se percebe é que ao longo da história, a sociedade humana experimenta uma diferenciação entre os grupos dominantes e as camadas subalternas. Os grupos dominantes sempre habitaram em edificações expressivas, como é o caso dos castelos, palácios e mansões. Já as camadas subalternas, tiveram por sorte habitar em choupanas, casebres, palhoças e edifícios populares.

A arquitetura expressa as estruturas sócio-econômicas e de poder. Enquanto que os grupos dominantes decidem quais as áreas de maior valor, as camadas pobres se acomodam ocupando áreas periféricas.

O arquiteto geralmente é visto como um profissional relacionado à produção monumental, espetacular e de poder, voltada para a elite. Desta forma, a arquitetura sempre esteve relacionada ao poder, como uma expressão de poder.

A chamada agora é para que possamos enveredar por uma seara onde a nossa produção, seja uma expressão de sistemas ideológicos, cujos princípios sejam o acesso facilitado a uma moradia digna, a qualidade de vida, a acessibilidade para todos, e ainda, que se garanta a sustentabilidade para a nossa geração e para as que virão.



Ana Cunha Araújo


(1)– BERNARDI, 2007, p. 37.
(2)- DE BOTTON, 2007, p. 93 e 97.


Saiba mais:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERNARDI, J. L. A organização municipal e a política urbana – Curitiba: Ibpex, 2007. 424 p.

DE BOTTON, A. A arquitetura da felicidade – Rio de Janeiro: Rocco, 2007. 271 p.

MENEZES, E. D. B. de. ARQUITETURA: Expressão Simbólica do Poder? - Série Estudos e Pesquisas, 11 – Fortaleza: Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais – UFC, 1988. 27 p.

ROCHA, R.; PIRES, H. da S. Minidicionário enciclopédico escolar Ruth Rocha/Hindenburg da Silva Pires – São Paulo: Scipione, 2000. 668 p.
 
BlogBlogs.Com.Br