quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A CIDADE BURGUESA DO CAPITALISMO

A Revolução Industrial aconteceu em um tempo em que o neoclassicismo predominava nas artes, entre os anos de 1760 e 1830. A arquitetura deste período representa um rompimento da arte com a tecnologia, onde a prática construtiva se desloca da arquitetura para a engenharia – a técnica se sobrepõe à arte.

Cidade burguesa capitalismoO trabalho infantil era comum nas indústrias nesta era.


O aspecto mais aparente da Revolução Industrial aconteceu especialmente nas cidades, com a construção das fábricas – grandes galpões que resguardavam máquinas e operários empregados na produção de mercadorias. Essas fábricas atraíram trabalhadores das áreas rurais para as cidades.

Com o avanço tecnológico, a cada dia o trabalho humano foi sendo substituído pela máquina. A comunicação entre as cidades e os países foi agilizada pela invenção da máquina à vapor em 1807 e da locomotiva, em 1825.

Esse foi um tempo em que as cidades cresceram explosivamente, passando à ser o centro de produção e se dividindo em diferentes zonas, caracterizadas por atividades funcionais predominantes.

Em relação à sociedade percebe-se o surgimento de dois grupos distintos, o grupo dos trabalhadores, que habitavam nas periferias e o dos proprietários dos meios de produção, que residiam nos bairros residenciais.

O industrialismo já existia antes da Revolução Industrial, mas a urbanização foi incrementada pela fábrica. E como conseqüência, começam à surgir os problemas urbanos, preocupando os governos e levando à criação das primeiras leis urbanísticas.

Com a Revolução Industrial surge o Urbanismo Moderno, que inicia com as teorias de: Arturo Soria y Mata – 1882, Camilo Sitte – 1889, Ebenezer Howard – 1898, Tony Garnier – 1901 e Patrick Geddes – 1915.


ARTURO SORIA Y MATA

Defendeu a idéia de que a procedência dos males da época era a forma das cidades. Ele propôs a Cidade Linear, com uma só via de 500 m de largura e o comprimento que fosse necessário. Ao centro dessa imensa rua haveria toda a infraestrutura necessária para a cidade.

Ele defendeu os seguintes princípios urbanísticos:
* Do problema da locomoção derivam-se todos os demais da urbanização.
* A forma das cidades é o resultado fatal da estrutura da sociedade que as ocupa.
* Onde não vive uma árvore tampouco pode viver um ser humano.

Os argumentos que ele utilizava para condenar a Cidade Circular eram os seguintes:
* Os terrenos centrais iriam ser muito caros, pela procura que iria ser maior que a oferta.
* Haveria congestionamento no centro da cidade.
* Aconteceria marginalização da população que habitasse a periferia.

A seu ver, na Cidade Linear tais inconvenientes não se verificam porque:
* Quando acontecesse o crescimento da cidade, a avenida central poderia se alongar indefinidamente.
* A área central sendo ilimitada manteria o equilíbrio da oferta e procura dos terrenos, impedindo a especulação imobiliária.


CAMILO SITTE

Preocupava-se com a supressão da vida cívica e das formas artísticas das cidades. Ele estudou a função e distribuição das praças públicas, a fim de que voltassem a ser um Centro Cívico urbano.

Ele não um planejador e sim um esteta urbano, que via o Plano da Cidade como uma obra de arte, devendo dar um efeito artístico. Sua definição de tipo urbano ideal era o de ruas tortuosas e estreitas, com casas de alturas desiguais e praças enclausuradas.


EBENEZER HOWARD - jornalista, pré-urbanista

Para ele a especulação imobiliária seria eliminada se a terra pertencesse à comunidade ou ao município. Sua visão de cidade ideal era uma tentativa de resolver os problemas de insalubridade, pobreza e poluição.

O seu modelo, Cidade Jardim, apresentava praça circular central com ruas concêntricas e radiais a ela. Outra característica é que a cada anel de casas seguia outro ocupado por jardins, garantindo que a natureza estivesse sempre presente na cidade.

EBENEZER HOWARD - Cidade Jardim

Ele confiava que a união da cidade com o campo era uma forma de garantir uma combinação com todas as vantagens de uma vida urbana cheia de oportunidades e entretenimento.


TONY GARNIER - Arquiteto e Urbanista

Projetou entre 1901 e 1904 uma Cidade Industrial, com características lineares e que compreendia duas grandes áreas, separadas por uma Zona Verde, a residencial e a Industrial.

TONY GARNIER - Cidade Industrial
Planta da cidade industrial

1- Cidade Antiga
2- Estação Central
3- Bairros residenciais
4- Centro
5- Escolas primárias
6- Escolas profissional
7- Hospital
8- Estação
9- Zona industrial
10- Estação industrial
11- Cemitério
12- Matadouro


PATRICK GEDDES - biólogo e filósofo, conhecido por seu pensamento inovador no campo de Planejamento Urbano

Para ele o trabalhado estaria em situações diferentes, de acordo com a ordem em que se encontrasse:

* Ordem Paleotécnica – O trabalhador não tem tido uma casa adequada, nem decente.
* Ordem Neotécnica – Ele construirá sua vivenda e se porá a planejar a cidade, … semelhante ou superior às glórias passadas.


URBANISMO RACIONALISTA

Surgiu depois do Urbanismo Moderno. É onde o urbanista Le Corbusier, por ser fascinado pela cidade grande, com prédios altos, vai defender as grandes densidades demográficas. Sua cidade é segregacionista.

Postulados Fundamentais:
* Descongestionar o centro das cidades.
* Acrescer a densidade do centro para realizar o contato exigido pelos negócios.
* Aumentar os meios de circulação.
* Ampliar a quantidade de superficies plantadas.


Ana Cunha Araújo

Saiba mais:

5 comentários:

  1. Assim da ate vontade de estudar

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  2. Revolução industrial.evolução da máquina.evolução das mentes.
    bom demás Ana, no meu blog volta em meia eu arquitextualizo algo hehe.

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